Se você está pensando em contratar um gestor de marketing interno, provavelmente já tomou uma decisão errada.

Não é sobre o profissional.
É sobre a lógica.

O padrão é sempre o mesmo:
a empresa cresce, perde previsibilidade e decide “organizar o marketing”.

Na prática, isso vira:

  • aumento de custo fixo
  • mais gente envolvida
  • mais esforço
  • e menos clareza sobre o que realmente funciona

Você troca um problema de crescimento por um problema de estrutura.


Você não está contratando marketing. Está assumindo risco financeiro.

Um gestor interno não resolve o seu problema.

Ele cria outro.

Porque, junto com ele, vêm:

  • agência
  • mídia
  • ferramentas
  • às vezes SDR

E de repente você tem um custo mensal alto…
sem nenhuma garantia de previsibilidade.

👉 Isso não é marketing.
👉 Isso é alocação de capital mal feita.

Como dizia John Maynard Keynes, decisões econômicas são guiadas por expectativa — não por certeza.
Aqui, a expectativa é crescimento.
A realidade costuma ser aumento de custo antes de resultado.


O custo invisível: você está pagando por tempo improdutivo

Tem um ponto que quase ninguém considera.

👉 Você não está pagando pela capacidade do gestor.
👉 Está pagando pelo tempo dele.

E esse tempo é mal alocado.

Na maioria dos casos que eu vejo, um gestor usa no máximo 20% a 30% do tempo em produção real de valor:

  • definição de estratégia
  • tomada de decisão relevante
  • priorização de canais

O resto do tempo é consumido por:

  • reuniões longas e pouco objetivas
  • alinhamentos que não mudam decisão
  • tarefas operacionais que poderiam ser júniorizadas
  • justificativas de atividade (não de resultado)

Ou seja:

👉 você paga salário de senioridade para atividade operacional

Isso não é um problema de pessoa.

É um problema de estrutura.

Frederick Taylor, ao estudar eficiência produtiva, já mostrava: desperdício de processo destrói resultado.
Aqui, o desperdício é tempo caro sendo usado em atividade barata.


O erro estrutural: você está pagando para aprender

Quando você monta uma estrutura interna, você está financiando:

  • testes
  • erros
  • tentativa e erro de canal
  • curva de aprendizado

Ou seja:

👉 você paga caro para descobrir o que funciona

E esse processo não tem prazo.

Se você não tem clareza de canal e processo, aumentar investimento só acelera o erro.


A pergunta que ninguém faz

A discussão costuma ser:

  • “vale mais a pena contratar ou terceirizar?”

Essa pergunta está errada.

A pergunta certa é:

👉 você precisa de uma pessoa ou de uma estrutura de decisão?

Porque marketing, no seu estágio, não é execução.

É decisão.

  • onde investir
  • quanto investir
  • em qual canal
  • com qual expectativa de retorno

Sem isso, qualquer execução vira desperdício.


CMO as a Service não é marketing. É controle

O modelo de https://notopo.com/cmo-as-a-service-gestao-de-marketing/ não resolve marketing.

Ele resolve algo mais crítico:

👉 gestão de marketing como estrutura de decisão

Na prática:

  • você para de investir por tentativa
  • prioriza canais com lógica econômica
  • controla fornecedores (agências, mídia, conteúdo)
  • conecta marketing com vendas

Isso reduz um dos maiores riscos que eu vejo hoje:

👉 gastar antes de entender onde está o retorno


Onde o erro fica mais caro: B2B

Em empresas B2B — principalmente tecnologia — esse erro é ainda mais grave.

Porque:

  • o ticket é alto
  • o ciclo é longo
  • o número de clientes é limitado

Isso torna irrelevante:

  • volume de leads
  • campanhas amplas
  • inbound genérico

O post: https://notopo.com/blog/marketing-digital-para-b2b-como-implementar/ mostra isso com clareza:

não é sobre gerar mais demanda
é sobre gerar a demanda certa


ABM não é estratégia. É consequência

Muita empresa descobre o ABM (Account Based Marketing) e acha que resolveu o problema.

Não resolveu.

ABM só funciona quando existe gestão.

Porque ele exige:

  • escolha de contas
  • definição de prioridade
  • alinhamento com vendas
  • consistência de abordagem

Sem isso, vira mais uma iniciativa isolada.

Com gestão, vira previsibilidade.


Prospecção ativa não é alternativa. É base

Outro erro comum:

esperar que marketing resolva tudo.

Em B2B, isso não fecha a conta.

A Prospecção Ativa B2B não é um canal opcional.

É um mecanismo de controle.

  • você fala com quem quer
  • reduz dependência de mídia
  • acelera o ciclo

Mas existe um ponto crítico:

👉 sem gestão, vira spam
👉 com gestão, vira canal previsível


Consultoria não resolve esse problema

Muita empresa tenta resolver isso com consultoria.

Recebe:

  • diagnóstico
  • plano
  • recomendação

E nada muda.

A diferença está aqui:
👉 https://notopo.com/blog/consultoria-de-marketing-ou-gestao-descubra-o-que-realmente-gera-resultado/

Sem execução contínua e ajuste de rota, o problema permanece.

Você não precisa de opinião.

👉 Precisa de controle.


Meu ponto de vista

Eu vejo empresas aumentando custo antes de resolver estrutura.

Contratam gestor.
Contratam agência.
Aumentam mídia.

E continuam sem previsibilidade.

Isso não é falta de esforço.

👉 É erro de modelo.

Primeiro você define:

  • canal
  • mensagem
  • processo

Depois você escala.

Não o contrário.


Conclusão: você não precisa de marketing

Você precisa parar de desperdiçar dinheiro.

No fim, a decisão não é sobre marketing.

É sobre:

  • margem
  • eficiência
  • velocidade de aprendizado

Se você erra isso, o resto vira consequência.

E aí não importa:

  • gestor
  • agência
  • ferramenta

Nada resolve.

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